Um filme inédito do Festival de Vilar de Mouros de 1971 acaba de ser publicado no YouTube pelo seu autor, João Jales.

É um excelente documento, que permite a todos (revi)ver o que foi o primeiro grande festival de música ao ar livre em Portugal.

Compensando a falta de som original, o filme está muito bem sonorizado com “Mighty Quinn”, interpretado por Manfred Mann no festival.

Parabéns e MUITO OBRIGADO ao autor!!!

O maior e melhor festival de música ao ar livre em Portugal foi há 30 anos.

Ficam aqui algumas recordações.

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O Festival de Vilar de Mouros de 1971 completa 40 anos. O diário i dedica hoje duas páginas à efeméride, com chamada de capa. Podem ler no ionline o artigo da jornalista Vanda Marques. Inclui declarações minhas e uma pequena entrevista a Tozé Brito.

Cartaz Vilar de Mouros 2011

Vilar de Mouros vai acolher um novo evento musical em 21 de Agosto de 2011, 40 anos depois do chamado “Woodstock português”.

O Energie Music Vilar de Mouros, apresentado hoje na Câmara de Caminha, vai decorrer em quatro palcos, dedicados a estilos musicais tão diferentes como a electrónica, rock, indie, reggae e hip hop.

A organização, que espera receber 15 a 20 mil pessoas, anunciou como primeiro nome do cartaz o grupo alemão de reggae Pow Pow Movement (ver vídeo no Festival Sudoeste).

Este evento não pretende substituir o Festival de Vilar de Mouros, que ainda não tem data marcada para regressar.

O Festival de Vilar de Mouros só deverá regressar em 2011.
Mais detalhes aqui.

Só recentemente soube do falecimento de Armando Ranhada, o que muito me entristeceu.

Como não podia deixar de ser, tratando-se de uma personalidade da maior relevância na freguesia e no concelho, o seu falecimento foi noticiado no Caminha 2000, mas não vi então a notícia.

Armando Ranhada foi o primeiro presidente da Junta de Freguesia de Vilar de Mouros após o 25 de Abril, cargo que ocupou até 1989.

Teve um papel decisivo na organização do Festival de Vilar de Mouros
de 1982 e foi o mentor e organizador do I Encontro de Música Popular de Vilar de Mouros, em 1985.

Foi uma das pessoas que entrevistei para o meu livro e que mais contribuiu para o seu enriquecimento, pelas histórias que contou e pelos documentos que me cedeu, entre os quais o documentário feito pela RTP no Festival de Vilar de Mouros de 1982 (acrescido de algumas imagens inéditas), uma caderneta com os nove bilhetes do festival desse ano, e várias fotos, entre as quais a da única visita de um chefe de Estado ou de governo a Vilar de Mouros, em 1986, em que surge ao lado de Cavaco Silva.

Pela extraordinária ajuda que me deu, pelo muito que fez por Vilar de Mouros, pela saudade que deixa e pela extrema educação e simpatia que sempre me demonstrou, o meu muito obrigado Armando Ranhada!